A técnica FUE de transplante capilar

técnica FUE é a mais atual técnica para transplante de folículos capilares, o termo FUE vem de Follicular unit extraction, ou Extração de Unidades Foliculares em tradução livre, e é uma técnica que visa a coleta dos folículos um a um da área doadora, de forma que não deixe nenhuma cicatriz linear como na antiga técnica FUT.

Características da técnica FUE

Dentre as principais características, podemos citar a o melhor aspecto das cicatrizes, maior controle do volume da extração sendo adequada até para a realização de pequenos procedimentos e ajustes. E a flexibilidade de extração de diferentes folículos em áreas que não poderiam ser exploradas pelo método FUT como por exemplo barba e demais pelos corporais, possibilitando inclusive a coleta e reaproveitamento de folículos transplantados anteriormente por outros métodos.

Cicatrizes na técnica FUE

As cicatrizes deixadas pela técnica FUE são puntiformes, os fios remanescentes da área doadora cobrem as suaves marcas deixadas, de forma que na maioria dos casos, passa-se desapercebido pelos olhos de quem vê. Essa suavidade das marcas deixadas pela técnica FUE e a naturalidade dos resultados, são as grandes responsáveis pelo imenso crescimento no número de transplantes capilares realizados em todo o mundo atualmente, sobrepondo-se à técnica FUT.

Extração da técnica FUE

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A extração dos folículos pelo método FUE é feita geralmente por um punch microcirúrgico de 0.8 a 1.0 mm de diâmetro acoplado a um micromotor de alta rotação, que guiado pela mão experiente do cirurgião, faz a retirada dos micro enxertos um a um, com o mínimo de perdas e secções possível.

A dificuldade de extração varia de paciente para paciente, sendo influenciada pelo tipo de pele, textura da pele, concentração adiposa do couro cabeludo, sangramento na extração, comprimento do folículo e tipo de cabelo, onde cabelo afro ou crespo tendem a ter folículos curvados dentro da pele, dificultando a extração e tendo mais perdas por transecção.

Preparação da área doadora

Para facilitar a extração folicular, evitar sangramento e excessivo e evitar que o punch “bata” na calota craniana, utilizamos solução anestésica em toda área cirúrgica, contendo: soro fisiológico 0,9%, lidocaína e adrenalina. Há ainda evidências de benefícios na recuperação quando realizado seções de mesoterapia, antes e depois do procedimento.

Tempo de extração e a preservação dos folículos

Em média, eu e minha equipe conseguimos extrair de 1000 a 1500 folículos por hora, de acordo com as variáveis que encontramos em cada paciente. No geral, quanto menor o tempo de extração, maior será a probabilidade do folículo sobreviver e crescer após implantado.

Para aumentar a eficiência do transplante, os primeiros folículos a serem retirados deverão ser os primeiros a serem implantados, diminuindo ao máximo o tempo que o folículo fica fora do corpo. E enquanto fora do corpo, o mesmo deve ser resfriado próximo de 0°C e hidratado em solução isotônica com soro fisiológico. Portanto, até a temperatura da sala influencia na qualidade e eficiência do transplante capilar pela técnica FUE.

Implantação dos folículos na área receptora

No transplante capilar pela técnica FUE, podemos ter temos diferentes métodos de implantação. Podendo ser utilizado pinças ou implanters, essa segunda recebe nome de Técnica de Implantação DHI (Direct Hair Implantation), pois o mesmo instrumento é utilizado para realizar a incisão e colocação do folículo no canal. Já no caso na colocação com pinças de titânio os canais são abertos previamente com uma lâmina, geralmente de aço ou safira. 

Abertura dos canais

Os canais podem ser abertos utilizando uma ampla gama de laminas e instrumentos, como laminas de aço, laminas de safira, dentre outros instrumentos mais especializados como o CHOI.

Lamina de Safira

A lamina de safira traz a vantagem de abrir um corte mais fino, que irá produzir menores cicatrizes após a cicatrização completa.

Implantação com DHI

Há profissionais que defendem que a técnica DHI seja superior, pois as pinças danificariam os folículos. Porém, essa teoria não se sustenta, uma vez que para colocar os folículos nos implanters, é necessário o auxílio das pinças.
Na minha opinião, há prós e contras em cada tipo de implantação. Com as pinças, é necessário maior experiência dos profissionais que a executam, uma vez que não pode deixar que os bulbos dos folículos sejam dobrados durante a inserção nos canais abertos, sendo necessário 2 a 3 profissionais no campo de implantação. Com a técnica DHI, são necessários pelo menos 6 profissionais na sala cirúrgica, onde 2 são responsáveis pela implantação usando as canetas implanters, e os outros 4 ficam responsáveis por abastecer as canetas folículo por folículo, para assim obter uma eficiente implantação em tempo hábil.

Preparação das unidades foliculares com DHI

Técnica combinada

Ainda é possível combinar diferentes procedimentos na técnica FUE, aproveitando as características de ambos como por exemplo abertura do canais com lamina de safira e posterior implantação com caneta implanter.

Referências

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